top of page

Brasil entra na Plataforma Ibero-Americana de Dança e lança iniciativa de cooperação com a África

Foto do escritor: Emanoel Vilehna
Emanoel Vilehna
há 2 horas
2 min de leitura

Em cerimônia na sexta-feira (30), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, o Brasil formalizou sua entrada na Plataforma Ibero-Americana de Dança (PID). Na mesma ocasião foi lançada a Plataforma Brasil-África de Dança (PBAD) e entregue o Prêmio Ibero-Americano de Dança. Os atos encerraram o encontro internacional “Dançar: o Movimento que Ultrapassa Fronteiras”, promovido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), ligada ao Ministério da Cultura.

Participaram a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o presidente da Funarte, Leonardo Lessa, e representantes das plataformas internacionais. A ministra afirmou que a dança traz impressa a forma como cada cultura enxerga a vida e que ela pode unir pessoas e cruzar fronteiras.

Reconhecida em 2018 na Conferência Ibero-Americana de Ministros da Cultura, a PID reúne instituições públicas responsáveis pela dança na região, a fim de coordenar esforços e fortalecer políticas públicas do setor. Com a adesão, o Brasil passa a integrar um grupo de 16 países, segundo Leonardo Lessa.

A PBAD, por sua vez, nasce como espaço permanente de diálogo e trabalho conjunto, com intercâmbios artísticos, institucionais e culturais e uma agenda de cooperação Sul-Sul. Lessa destacou que a criação ocorre às vésperas do Mês da Consciência Negra e que aprofundar as relações com a África e a diáspora africana é prioridade da gestão. O diretor do Centro de Dança da Funarte, Rui Moreira, ressaltou que as ações da área resultam de um trabalho coletivo da fundação.

Durante quatro dias, representantes de instituições públicas, organismos internacionais e profissionais da dança debateram formas de ampliar a cooperação cultural entre América Latina, Península Ibérica, Caribe e África. O evento integra a Política Nacional das Artes e o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais, em parceria com a Embaixada da França, a OEI, a SEGIB e o Programa Ibercena.

No Prêmio Ibero-Americano de Dança, a associação brasileira Corpo Rastreado levou o prêmio principal, de 6 mil euros, entre 32 projetos inscritos de 10 países. O Festival Crear en Libertad, do Paraguai, e o Prisma Festival Internacional de Danza Contemporánea, do Panamá, receberam menções honrosas.

Comentários


bottom of page